Com apenas 30% vacinados, Capital entra em alerta para doenças respiratórias

Frio expõe baixa adesão à vacina e aumenta temor por alta de internações

| GABRIEL NERIS / CAMPO GRANDE NEWS


Idosa recebe dose da vacina durante atendimento na Praça Ary Coelho (Foto: Paulo Francis)

A chegada das primeiras frentes frias do ano já provoca preocupação em Campo Grande. Com apenas 30,7% de cobertura vacinal contra a influenza entre os grupos prioritários, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) teme um aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias nos próximos dias.

Até agora, a Capital contabiliza 753 notificações de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 49 mortes. Entre os casos confirmados de influenza, já são 69 registros e 11 óbitos.

O cenário preocupa porque o frio funciona quase como um “combustível' para a circulação de vírus respiratórios. E o problema não é apenas gripe comum. Segundo a Sesau, diferentes vírus têm potencial de causar complicações graves, principalmente em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças preexistentes.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, alerta que o impacto da primeira onda de frio ainda deve ser sentido nas unidades de saúde. “O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte', afirma.

Entre os vírus que mais preocupam está a influenza, responsável por maior número de mortes entre adultos jovens, idosos e pessoas com comorbidades. Já o vírus sincicial respiratório representa maior risco para crianças menores de 2 anos. Até mesmo o rinovírus, normalmente associado ao resfriado comum, pode provocar agravamentos em situações específicas.

Apesar do avanço dos casos, a adesão à vacinação segue abaixo do esperado. A Sesau reforça que a vacina é a principal forma de evitar complicações, internações e mortes causadas pela influenza.

“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário procure as unidades de saúde para se imunizar', reforça Veruska.

A secretaria informou ainda que a ampliação da vacinação para outros públicos depende de autorização do Ministério da Saúde e do envio de novas doses pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). Enquanto isso não acontece, a orientação é prevenir antes que os hospitais sintam o impacto.

Além da vacinação, a Sesau recomenda medidas básicas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, usar máscara em caso de sintomas gripais, evitar ambientes fechados e aglomerações, além de procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento.

A recomendação é reforçada principalmente para crianças, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades, considerados os grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias durante o inverno.

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