Com salário menor, mulheres são maioria nas pequenas empresas de MS

Elas ocupam 61% dos vínculos e os homens, 54%

| IZABELA CAVALCANTI / CAMPO GRANDE NEWS


Candidatas a vaga de emprego aguardando atendimento na Funsat (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

As mulheres ocupam a maior parte dos empregos nas MPEs (Micro e Pequenas Empresas) de Mato Grosso do Sul, mas seguem enfrentando desigualdade salarial, com salário de R$ 459,52 a menos que os homens. Os dados são da Rais (Relação Anual de Informações Sociais).

Em Mato Grosso do Sul, 61% dos vínculos formais das mulheres estão concentrados nas micro e pequenas empresas, enquanto 39% estão nas MGEs (Médias e Grandes Empresas). Entre os homens, 54% dos vínculos estão nas MPEs e 46% nas MGEs.

Apesar da maior presença feminina nas pequenas empresas sul-mato-grossenses, a remuneração ainda é inferior.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo. Isso significa que uma em cada três trabalhadoras no Estado está na faixa mais baixa de renda.

Relatório de Transparência Salarial, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres mostra que em dezembro de 2025, o ganho médio das mulheres em empresas com 100 ou mais empregados em Mato Grosso do Sul foi de R$ 3.065,70, já o salário dos homens é de R$ 4.151,02.

No total, as micro e pequenas empresas concentram 56,7% dos vínculos empregatícios formais de Mato Grosso do Sul, enquanto as médias e grandes empresas respondem por 43,3%. O Estado contabiliza 306 mil vínculos ativos nas MPEs, o terceiro maior volume da região Centro-Oeste, atrás de Goiás, com 734 mil vínculos, e de Mato Grosso, com 467 mil. Nas médias e grandes empresas, são 233.862 vínculos ativos.

O levantamento também destaca uma característica exclusiva da economia sul-mato-grossense na região Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul é o único estado em que a atividade com maior número de vínculos empregatícios está na agropecuária. A criação de bovinos para corte lidera o ranking, com 12.643 vínculos ativos, refletindo a importância do setor primário na estrutura produtiva estadual.

Em relação ao perfil dos trabalhadores das micro e pequenas empresas, a maior parte possui ensino médio completo, representando 62,8% dos vínculos. Outros 15,2% têm ensino superior completo, 13,8% concluíram o ensino fundamental, 5,9% possuem ensino fundamental incompleto e 2,3% não têm instrução.

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