MS receberá nova insulina de ação prolongada pelo SUS

Glargina exige menos aplicações e será destinada a crianças, adolescentes e idosos com diabetes

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Insulina análoga terá oferta ampliada. (Foto: Arquivo/Conselho Federal de Farmácia)

Mato Grosso do Sul receberá até o fim de julho remessas da insulina glargina, medicamento de ação prolongada que passa a ser oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a crianças, adolescentes e idosos com diabetes. O Ministério da Saúde iniciou nesta terça-feira (14) a distribuição nacional do fármaco, que substituirá de forma gradual a insulina NPH entre os pacientes que atendem aos critérios definidos pela pasta.

Nesta primeira etapa, terão acesso à glargina crianças e adolescentes de 2 anos a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. O governo federal prevê ampliar o público após concluir a transição dos grupos prioritários.

Até segunda-feira (13), o Ministério da Saúde havia encaminhado mais de 254 mil tubetes da insulina a 16 estados e distribuído 52,3 mil canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento. A previsão oficial é que todas as unidades da federação recebam os insumos até o fim deste mês.

A nova insulina tem ação aproximada de 24 horas e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação por dia. A NPH, de ação intermediária, pode exigir duas ou três doses diárias, conforme o esquema de tratamento de cada paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, a glargina permite maior estabilidade dos níveis de glicose no sangue e reduz o risco de episódios de hipoglicemia. A menor quantidade de aplicações também pode facilitar a continuidade do tratamento.

Como receber - Os pacientes que se enquadram nos critérios devem procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de casa com receita médica válida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a avaliação para substituição da NPH pela glargina.

Uma equipe de saúde avaliará o quadro clínico e a possibilidade de mudança do tratamento. O paciente e a família também receberão orientações sobre a aplicação e o armazenamento da insulina.

Junto com o medicamento, o SUS fornecerá uma caneta reutilizável, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para as aplicações. A substituição ocorrerá de forma gradual e dependerá de avaliação clínica e prescrição médica.

A oferta nacional ocorre por meio de uma PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), estratégia que permite a produção do medicamento no Brasil. O Ministério da Saúde afirma que o modelo busca ampliar a oferta e garantir estoques para atendimento dos pacientes do SUS.

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