Aluna fica em coma ao levar bebida alcoólica escondida para escola
Adolescente apresentou mal-estar, recebeu atendimento do Samu e foi levada para hospital
| BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
Aluna de colégio particular, em Campo Grande, passou mal após levar bebida alcoólica escondida em uma garrafa de água de uso pessoal para o ambiente escolar. O fato ocorreu nesta quinta-feira (13) e segundo a instituição, a estudante consumiu a substância individualmente e apresentou mal-estar posteriormente.
O Campo Grande News apurou que a adolescente estava com um líquido armazenado em um copo Stanley. Após a jovem passar mal, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada para prestar atendimento. Ela está internada em coma. O hospital onde a adolescente recebe cuidados médicos, no entanto, não foi divulgado.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o caso foi registrado oficialmente e se há algum procedimento de investigação em andamento. Até a publicação desta matéria, a corporação não havia encaminhado retorno. Também foi tentado contato com a direção do Colégio Master, por meio de ligação e mensagem, porém, até o momento, não houve retorno.
Em nota enviada aos pais, o colégio informou que identificou uma ocorrência grave envolvendo o consumo de bebida alcoólica dentro da escola. A instituição afirmou que “não houve conivência ou vista grossa por parte dos professores', explicando que, como a bebida estava disfarçada em uma garrafa de água de uso pessoal e não foi compartilhada nem exibida aos colegas, não havia indícios visíveis que permitissem sua identificação imediata.
O colégio reforçou que “o porte e o consumo de bebidas alcoólicas no ambiente escolar são terminantemente proibidos e incompatíveis com as normas, os valores e o compromisso de segurança da instituição'. A direção afirmou que não aceitará condutas dessa natureza e o caso está sendo tratado com toda a seriedade, com reforço das orientações e das medidas preventivas.
Na nota, a escola destacou que “esse episódio também nos chama a uma reflexão indispensável: a formação e a proteção dos adolescentes são responsabilidades compartilhadas entre escola e família'.
A direção pediu aos responsáveis que “conversem seriamente com seus filhos, acompanhem sua rotina, observem possíveis mudanças de comportamento e estejam atentos ao que levam em mochilas, garrafas e objetos pessoais'. A instituição ressaltou que confiança não exclui acompanhamento e os adolescentes precisam de autonomia, mas também de limites claros, supervisão e presença constante dos adultos responsáveis por sua formação.
A escola afirmou ainda que “continuará vigilante e cumprindo seu papel' e espera que cada família também exerça uma vigilância atenta, responsável e afetiva sobre as escolhas e condutas de seus filhos. Segundo o colégio, “somente por meio de uma parceria firme entre família e escola será possível prevenir comportamentos de risco e proteger verdadeiramente nossos estudantes'.
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