Morador de Sidrolândia morre após um mês internado por traumatismo craniano
Arthur estava na carroceria de uma caminhonete, junto com outros jovens, quando o veículo arrancou. Ele perdeu o equilíbrio e caiu, batendo violentamente a parte posterior da cabeça contra o chão
| CAMPO GRANDE NEWS
Arthur Basso Stefanello, de 19 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (14), após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de um grave traumatismo craniano.
O jovem estava no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), desde agosto, quando sofreu um acidente na zona rural de Sidrolândia.
O acidente ocorreu no dia 13 de agosto, em uma fazenda de Sidrolândia. Arthur estava na carroceria de uma caminhonete, junto com outros jovens, quando o veículo arrancou. Ele perdeu o equilíbrio e caiu, batendo violentamente a parte posterior da cabeça contra o chão.
Após o acidente, Arthur ficou desacordado e recebeu os primeiros atendimentos em um hospital de Sidrolândia. No dia seguinte, 14 de agosto, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande. Na unidade, passou por exames e por uma primeira intervenção cirúrgica. Uma tomografia chegou a apontar uma leve melhora no quadro.
No dia 15 de agosto, o jovem foi levado em uma UTI aérea para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Na unidade, precisou ser submetido a novos procedimentos para controlar a pressão intracraniana e a circulação do líquor.
A evolução do quadro exigiu a instalação de um segundo dreno em 20 de agosto, depois que houve aumento da pressão dentro do crânio.
Arthur permaneceu sedado e intubado durante parte significativa do tratamento e também desenvolveu uma pneumonia, que posteriormente foi controlada.
Por volta do 15º dia de internação, uma nova etapa do tratamento foi iniciada com a realização de uma traqueostomia. O procedimento tinha como objetivo facilitar a retirada gradual dos aparelhos de suporte e permitir a redução progressiva da sedação.
Naquele momento, a família chegou a receber dos médicos a informação de que Arthur havia superado a fase de risco de morte.
A pressão intracraniana estava estabilizada, o edema cerebral havia diminuído e a pneumonia estava controlada. Apesar de ainda estar em estado grave, o jovem apresentava sinais que mantinham a esperança de recuperação.
No início de setembro, após cerca de 20 dias de internação, Arthur já estava sem sedação e apresentava reflexos, movimentos e respostas a estímulos. Embora a pressão intracraniana tivesse se normalizado, a equipe médica identificou a necessidade de uma nova intervenção.
Em 4 de setembro, ele passou por outra cirurgia cerebral, desta vez para a implantação de uma válvula permanente.
Com o procedimento, foi possível retirar os dois drenos utilizados até então para controlar a pressão intracraniana, além dos fios de cobre e do sensor responsável pelo monitoramento da pressão dentro do crânio.
A retirada dos dispositivos também tinha como objetivo reduzir o risco de infecção. A cirurgia ocorreu sem intercorrências.
Mesmo após todas as etapas do tratamento e diante da evolução registrada ao longo da internação, Arthur não resistiu às complicações e morreu nesta segunda-feira (14), no hospital em São Paulo.
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