Iguatemi decreta situação de emergência após estragos durante vendaval

Tempestade derrubou cobertura de creche, danificou unidade de saúde, destelhou casas e deixou moradores sem energia elétrica.

| G1 / MIRIAN MACHADO


Temporal causa estragos e suspendeu aulas em creche de Iguatemi (MS). — Foto: Divulgação/Prefeitura de Iguatemi

O município de Iguatemi (MS) decretou situação de emergência nesta quarta-feira (30). A medida foi tomada após um vendaval com ventos acima de 90 km/h na segunda-feira (28).

A tempestade causou danos em uma creche e unidade de saúde. Além disso, algumas regiões da cidade ficaram sem energia elétrica, o que compromete serviços essenciais.

Com o decreto, a prefeitura poderá fazer contratações diretas sem licitação para reparar os estragos. Também foi autorizada a convocação de voluntários para ajudar as famílias afetadas.

Iguatemi (MS) decretou situação de emergência, nível II, após o município ser atingido por um vendaval na tarde de segunda-feira (28). Segundo a prefeitura, os ventos foram estimados em mais de 90 km/h pela Defesa Civil municipal. Também houve chuva de pequeno volume e queda de granizo.

O decreto foi publicado nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e tem validade de 180 dias.

Temporal destelha creche municipal, posto de saúde e deixa casas danificadas em Iguatemi

De acordo com o documento, a tempestade provocou danos em áreas urbanas e rurais. Entre os principais estragos estão:

queda da cobertura de uma creche municipal;

danos no telhado de uma unidade de saúde, com infiltrações;

queda de árvores sobre ruas e propriedades;rompimento de cabos da rede elétrica e queda de postes;

destelhamento de casas.

A cobertura danificada pertence ao Centro de Educação Infantil Rosa Vitorelli da Cruz. A prefeitura informou que a unidade de saúde atingida também precisa de reparos para garantir a continuidade do atendimento.

Moradores continuam sem energia

Segundo o decreto, algumas regiões de Iguatemi ainda estavam sem energia elétrica após a tempestade. A situação, segundo a prefeitura, compromete serviços essenciais e pode afetar a conservação de alimentos e medicamentos.

O documento também destaca a preocupação com moradores mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas doentes.

A Defesa Civil municipal deverá cadastrar as famílias e os imóveis atingidos, registrar os danos com fotos e reunir as informações necessárias para avaliar a possibilidade de solicitar o reconhecimento da situação de emergência pelo governo federal.

A prefeitura também deverá trabalhar com a concessionária de energia para tentar acelerar o restabelecimento do serviço.

Prefeitura poderá fazer contratações sem licitação

Com o decreto, o município fica autorizado a adotar medidas emergenciais para reduzir os danos e recuperar os serviços afetados.

Entre as ações previstas estão a remoção de árvores e entulhos das ruas, reparos em serviços essenciais e recuperação dos prédios públicos atingidos.

A prefeitura também poderá fazer contratações diretas, por dispensa de licitação, para comprar materiais destinados às famílias que tiveram as casas danificadas, além de contratar obras e serviços para recuperar a creche, a unidade de saúde e outros espaços públicos.

A medida também poderá ser usada para desobstrução de ruas e retirada de árvores e resíduos.

O decreto determina, porém, que essas contratações devem estar diretamente relacionadas à situação de emergência e seguir as exigências previstas na legislação. Obras e serviços contratados dessa forma devem ser concluídos em até um ano a partir de 28 de setembro.

Voluntários e doações

A prefeitura também autorizou a convocação de voluntários para ajudar nas ações de resposta ao desastre e a realização de campanhas para arrecadar recursos destinados às famílias afetadas.

Em situações de risco iminente, agentes da Defesa Civil e autoridades responsáveis pelas ações de socorro também poderão entrar em imóveis para prestar atendimento ou determinar a evacuação.

Segundo o decreto, a medida foi adotada após parecer favorável da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.

Os dados oficiais dos órgãos de monitoramento meteorológico sobre o vendaval ainda não haviam sido divulgados no momento da publicação do decreto. A prefeitura informou que essas informações serão acrescentadas posteriormente aos documentos do desastre.

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