O dólar comercial teve, nesta segunda-feira (15), a sua segunda alta seguida. A moeda norte-americana fechou o dia com valorização de 0,3%, a R$ 3,127 na venda.

Na sessão anterior, o dólar havia subido 0,39%, a R$ 3,118.

Investidores acompanharam com preocupação as conversas para tentar resolver a crise da dívida da Grécia.

No domingo (14), as negociações entre o país e seus credores fracassaram, o que aumentou os temores de que os gregos não consigam pagar ao FMI (Fundo Monetário Internacional) a parcela da dívida que vence no final deste mês.

Também existe a preocupação de que, com as negociações travadas, o país acabe saindo da zona do euro. A possibilidade vem levando investidores a evitar a compra da moeda europeia e fugir de negócios de maior risco, investindo em bens negociados em dólar.

O mercado também aguarda a reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), marcada para quarta-feira (17). Na ocasião, o banco deve divulgar se manterá ou subirá as taxas de juros do país.

Juros mais altos lá preocupam investidores brasileiros, pois eles poderiam atrair para os EUA recursos atualmente investidos aqui.

Mercado sobe projeções da inflação para 8,79%

Economistas consultados pelo Banco Central subiram suas projeções para a inflação no país pela nona semana seguida. A estimativa foi de 8,46%, na semana passada, para 8,79%, nesta segunda-feira.

O valor está muito acima do limite máximo definido pelo governo. A meta é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (na prática, variando de 2,5% a 6,5%).

A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) também piorou, indo de -1,3% na semana passada para -1,35% nesta semana.

Para a Selic, a taxa básica de juros, a expectativa se manteve em 14%; para o dólar, também ficou inalterada, em R$ 3,20.

Atuação do BC no câmbio

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de 6.300 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) em leilão de rolagem.

O BC já rolou o equivalente a US$ 3,006 bilhões, ou cerca de 38% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

(Com Reuters)

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