A Polícia Civil afirma que os donos da farmácias São Bento e São Leopoldo serão investigados no caso da venda de medicamento furtado em suas unidades em Campo Grande. Eles podem ser responsabilizado por crimes ao consumidor. Os farmacêuticos também podem responder pelo crime.

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deco), o medicamento controlado para o coração, SeloZok 50mg, foi adquirido pelas farmácias com desconto de até 17%, muito acima dos 2% normalmente praticados. A venda foi realizada pela distribuidora Medcar'dim, que adquiriu a carga furtada e foi fechada pela polícia na última semana. Os donos (compradores dos medicamentos furtados) podem responder pelo crime de receptação.

O desconto fora do normal foi o ponto inicial das investigações policiais. Durante a Operação denominada Pharmacus, foram apreendidas 819 caixas do SeloZok na distribuidora da São Bento e 18 unidades em dois estabelecimentos da São Leopoldo.

A carga com 50.414 caixas do medicamento foi furtada no dia 19 de janeiro, em Pouso Alegre, Minas Gerais. Desse total, 4.010 vieram para a distribuidora em Campo Grande, porém, 3 mil já foram comercializados. O restante foi apreendido pela polícia.

O titular da Delegacia Especializada em Repressão ao Crimes na Relação de Consumo (Decon), Elton Galindo, informou que os pacientes que adquiriram o medicamento podem ficar tranquilos. "Não tem problema. A medicação é original e não oferece danos à saúde", salientando que o problema é o fato de ter sido furtado e distribuído ilegalmente.

Quer receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (67) 9 9605-4139 e se cadastre gratuitamente!


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE