Capital terá 89 leitos extras para atender aumento de casos respiratórios
Secretário afirma que a Sesau vai reforçar a rede para evitar a sobrecarga dos últimos anos
| VIVIANE OLIVEIRA E CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS
Campo Grande terá 89 leitos extras para reforçar o atendimento a pacientes com síndromes respiratórias, segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela. A ampliação faz parte de uma estratégia da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para aumentar a capacidade da rede e evitar a repetição da sobrecarga registrada nos últimos anos. A informação foi divulgada pelo secretário durante a inauguração da nova sede da Fiocruz MS.
De acordo com o secretário, a Capital já se prepara para períodos de maior procura por atendimento, especialmente durante os meses de aumento dos casos de síndrome respiratória aguda. A maior preocupação é com o público pediátrico, que costuma concentrar grande parte das internações.
Entre as ações previstas está a abertura de 22 novos leitos no Hospital de Câncer nas próximas semanas. Além disso, os hospitais da rede também estão ampliando a oferta de vagas, conforme pactuação com o município.
“Campo Grande já é preparada para esse tipo de situação. Nos últimos dois anos, a síndrome respiratória aguda teve um número muito grande de pacientes, principalmente na população pediátrica. Agora estamos abrindo 22 leitos no Hospital do Câncer justamente para atender essa demanda', afirmou Vilela.
Segundo o secretário, a ampliação inclui leitos em diferentes unidades hospitalares, além da Santa Casa. “A gente está cobrando, aumentou leitos em todos os hospitais. Então, vamos ter aproximadamente 89 leitos abertos extras. A ideia é que a gente fique permanente com essa estrutura', explicou.
Vilela destacou ainda que a pasta buscou recursos e articulou a abertura das vagas para melhorar a resposta da rede municipal diante de novos períodos de alta nos atendimentos. “Este ano não vai ser igual aos últimos dois anos. É assim a epidemiologia, mas se Deus quiser, a gente vai conseguir dar uma resposta melhor', declarou.
Em maio de 2025, Campo Grande enfrentou um surto de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), com aumento expressivo de casos, principalmente entre bebês e crianças. O cenário levou a Prefeitura a decretar situação de emergência em saúde pública, diante da alta demanda por atendimento e da ocupação de leitos pediátricos e de terapia intensiva.
Naquele período, vírus como o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e o rinovírus estavam entre os principais agentes identificados, enquanto a rede de saúde adotava medidas emergenciais para ampliar a assistência, incluindo reforço de equipes, reorganização de serviços e ampliação da vacinação contra a gripe.
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