Rapaz é executado a tiros na frente da família 50 minutos após deixar a cadeia em Maracaju

Ele foi preso por tráfico de drogas e atiradores teriam gritado nome de facção criminosa

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Corpo de Miguel no local onde foi morto (Foto: Robertinho | Maracaju Speed)

Aproximadamente 50 minutos após ser colocado em liberdade provisória, Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, foi executado a tiros na noite desta sexta-feira (28), no Parque Ecológico da Vila Juquita, em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande. O rapaz havia sido preso por tráfico de drogas na noite de quinta-feira (27).

Segundo o boletim de ocorrência e relatos de testemunhas, Miguel havia acabado de chegar ao parque acompanhado de familiares quando três homens chegaram em um carro escuro. Um dos suspeitos desceu armado e efetuou os primeiros disparos contra o jovem.

Miguel tentou correr para se salvar, mas foi interceptado por um segundo atirador. O rapaz foi atingido no tórax e caiu no leito de um córrego que cruza o local. Em seguida, um dos criminosos desceu até o riacho e efetuou novos disparos à queima-roupa para garantir a execução.

Conforme o portal Maracaju Speed, a vítima sofreu ao menos quatro perfurações no peito. Testemunhas relataram que, durante a fuga em direção ao veículo, os atiradores gritaram “Aqui é o 15, PCC po...', em referência ao Primeiro Comando da Capital, facção criminosa de origem paulista, indicando que se trata de um acerto de contas.

Prisão recente — adolescente tinha histórico criminal e a Força Tática da Polícia Militar o prendeu em flagrante na noite de quinta-feira, no Bairro Vila Adrien, por tráfico de drogas. Na ocasião, ele foi flagrado com um tablete de maconha (810 gramas), porções de cocaína e uma balança de precisão.

No início da noite de sexta-feira, a Justiça concedeu a liberdade provisória ao rapaz durante uma audiência de custódia. Ele deixou a carceragem e foi morto cerca de 50 minutos depois.

A Perícia Técnica de Dourados foi acionada para colher evidências no local do crime. O caso é investigado pela Polícia Civil de Maracaju, que realiza buscas para identificar os autores da execução.

Denúncias anônimas podem ser feitas diretamente à Polícia Militar pelo 190 ou pelo WhatsApp da Polícia Civil de Maracaju no número (67) 99663-3977.

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