O dólar comercial fechou  em alta de 0,39% nesta sexta-feira (12), a R$ 3,118 na venda. A moeda norte-americana, no entanto, encerra a semana com queda acumulada de 1,03%. É a segunda semana seguida de baixa.

No mês, tem desvalorização de 2,17% e no ano, alta de 17,28%.

Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 0,28%.

Cenário externo

Investidores estavam apreensivos com o impasse em torno da dívida da Grécia.

Várias autoridades afirmaram à agência de notícias Reuters que a União Europeia discutiu formalmente pela primeira vez a possibilidade de um calote da dívida grega, em um momento em que as negociações entre Atenas e seus credores estagnaram e o FMI (Fundo Monetário Internacional) abandonou as discussões.

A possibilidade de um calote, que poderia levar a Grécia a deixar a zona do euro, vem levando investidores a evitar negócios de maior risco e comprar a moeda europeia, investindo em bens negociados em dólar.
Cenário brasileiro

No Brasil, investidores continuavam monitorando o noticiário em busca de pistas sobre o futuro da taxa básica de juros (Selic). A maior parte dos investidores acredita que a Selic tende a subir pelo menos mais 0,75 ponto percentual, encerrando o ciclo de subida em 14,5%.

Juros mais altos aqui poderiam atrair para cá recursos aplicados em outros mercados internacionais.
Atuação do BC no câmbio

O Banco Central sinalizou nesta semana que pretende rolar uma proporção menor dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em julho.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de 6.300 swaps em leilão de rolagem; anteriormente, vinha rolando 7.000 contratos.

O BC já rolou o equivalente a US$ 3,006 bilhões, ou cerca de 34% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

(Com Reuters)

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