Os usuários de energia elétrica atendidos pela Energisa MS já pagaram R$ 20.727.614,06, referente ao custo gerado nas contas de luz pela cobrança das bandeiras tarifárias. O valor considera apenas os meses de janeiro de 2015, conforme os despachos divulgados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O resumo, da chamada “Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias – Conta Bandeiras”, está publicado no site da agência reguladora.

Conforme mostrou reportagem publicada ontem, o valor arrecadado em todo o país não tem sido suficiente para cobrir os gastos do setor. A diferença entre a receita e as despesas é de pelo menos R$ 1,6 bilhão. As concessionárias ainda cobram da Aneel cerca de R$ 2,5 bilhões. O órgão acredita que o saldo vai ser equilibrar até o fim de 2015, apostando no efeito positivo da campanha de conscientização. Apesar disso, um novo reajuste no valor das bandeiras tarifárias não está descartado.

“No final de cada ano a Aneel irá definir o valor das bandeiras tarifárias para o ano seguinte, considerando a previsão das variações relativas aos custos de geração por fonte termelétrica e à exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo que afetem os agentes de distribuição de energia elétrica conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional)”, explica a agência, em nota.

Pedido feito durante reunião do Concen (Conselho dos Consumidores da área de concessão da Energisa MS), a partir de agora, as faturas de energia elétrica trarão um informe com o consumo médio dos principais aparelhos elétricos. “Queremos contribuir com o consumidor para que ele se atente aos hábitos que exercem maior impacto sobre o consumo de energia e assim também tenha controle maior sobre seus gastos, explica a presidente do Conselho, Rosimeire Cecília da Costa, sobre uma das esperanças do governo para que as contas do setor elétrico alcancem o equilíbrio.

Até fevereiro de 2015, as bandeiras tarifárias consideravam somente os custos variáveis das usinas térmicas, que eram utilizadas na geração de energia. A partir de março de 2015, com o aprimoramento do sistema, todos os custos de geração, que variam conforme o cenário, passaram a compor o cálculo das bandeiras, acrescenta a Aneel, caso seja necessário um novo aumento. A bandeira vermelha era de R$ 3,00 para 100 kWh (e suas frações). A partir de março, ela passou a ser de R$ 5,50 por 100 kWh (e suas frações). A bandeira amarela era de R$ 1,50 por 100 kWh e foi a R$ 2,50 por 100 kW.

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