O policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos — que atirou e matou o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33, após briga de trânsito — permanece em uma das celas da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).
O advogado dele, Renê Siufi, disse à reportagem do Portal Correio do Estado que a promotoria deve apresentar denúncia sobre o caso na próxima segunda-feira (23). Enquanto isso, não é possível definir qual linha de defesa será adotada. “Ainda não tive acesso ao inquérito”, pontuou.
Em relação ao procedimento administrativo instaurado pela PRF para apurar a conduta do policial, a assessoria de imprensa informou que ainda está em fase de investigação. “Assim como a Justiça, nós dependemos de laudos e provas técnicas. Após apurados estes fatos é que serão definidas as consequências da ação do policial”.
O CASO - O empresário Adriano Correia foi morto por um policial rodoviário federal após briga de trânsito no dia 31 de dezembro, no Centro de Campo Grande, atingido por cinco disparos, segundo a perícia. Ele sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito. O crime aconteceu enquanto vítima e dois familiares retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.
Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial. No cruzamento da 26 com a Ernesto Geisel, peritos apreenderam sete cápsulas de pistola, e mais uma perto do veículo da vítima.
Adriano era proprietário do Madalena Restaurante e de uma unidade do Sushi Express. Ele estava na casa noturna com dois homens da família antes de ser morto. De acordo com testemunhas, por volta das 5h50, ele e os acompanhantes seguiam em uma caminhonete Toyota Hilux pela Ernesto Geisel, quando perto do cruzamento com a Avenida Afonso Pena supostamente teriam fechado a Mitsubishi Pajero ocupada pelo PRF. Este, por sua vez, estaria indo para o trabalho e não gostou da situação. Por isso, perseguiu Adriano e os demais para tirar satisfações.
A assessoria da PRF em Mato Grosso do Sul afirmou que, na versão do policial preso em flagrante, ele teria tentado abordar a caminhonete Toyota Hilux conduzida por Adriano Correia, que teria desobedecido e avançado com o veículo na direção do agente. Diante da ocorrência, o policial, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, teria perseguido a vítima e efetuado os disparos em seguida.
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