MS chega nesta eleição maior, mais rico e diante de novos desafios

Dois milhões de eleitores escolhem representantes em um Estado que ampliou população, economia, produção industrial e presença no comércio exterior.

| RCN67


Mato Grosso do Sul chega às urnas neste domingo (4) em um momento de transformação. Quase cinco décadas depois da criação do Estado, a população aumentou, a economia ganhou novas dimensões e a indústria passou a ocupar espaço cada vez maior na geração de riqueza, empregos e exportações. É nesse cenário que 2.024.884 eleitores estão aptos a votar em Mato Grosso do Sul.

Nas urnas, serão escolhidos presidente da República, governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. A votação definirá não apenas quem ocupará os principais cargos do Executivo, mas também a composição do Legislativo estadual e da representação de Mato Grosso do Sul em Brasília. A escolha acontece em um Estado que já não tem o mesmo tamanho econômico e demográfico de décadas atrás.

UM ESTADO QUE CRESCEU

Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Mato Grosso do Sul tinha 2.757.013 habitantes no Censo de 2022. A estimativa mais recente do IBGE aponta 2.946.317 moradores em 2026, um aumento de quase 190 mil pessoas em quatro anos.

O crescimento populacional acompanha uma mudança no perfil econômico. Em 2023, o Produto Interno Bruto de Mato Grosso do Sul alcançou R$ 184,4 bilhões, segundo o IBGE. O resultado coloca o Estado entre as maiores economias do país e mostra a dimensão alcançada pela atividade produtiva sul-mato-grossense. A pauta econômica também ficou mais diversificada.

O agronegócio continua sendo uma das bases da economia, mas a expansão da indústria, especialmente das cadeias de celulose e papel, ganhou peso nos últimos anos. Mineração, energia, alimentos e transformação industrial também passaram a integrar com maior força a economia estadual.

O comércio exterior é ouCrescimento econômico e transformação do perfil de Mato Grosso do Sul colocam novos desafios para o próximo ciclo de governo tro retrato dessa expansão. Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com US$ 10,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado pelo Estado. Celulose, soja e carne bovina estiveram entre os principais A eleição deste domingo também se insere em uma história política iniciada oficialmente em 1979 produtos da pauta.

Três Lagoas está no centro dessa transformação. O município manteve em 2025 a liderança entre os exportadores de Mato Grosso do Sul, respondendo por 19,68% das vendas externas do Estado, impulsionado principalmente pela indústria de celulose. Ribas do Rio Pardo apareceu na sequência, também com forte participação da atividade florestal e industrial. O crescimento da indústria e dos investimentos também mudou a dinâmica de regiões inteiras, especialmente na Costa Leste, onde Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo passaram a concentrar as maiores fábricas de celulose.

CRESCIMENTO X DESAFIOS

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Neste domingo (4), os eleitores sul-mato-grossenses escolherão seis representantes.

Um Estado maior economicamente e mais populoso também passa a enfrentar demandas maiores. O crescimento da população e da atividade industrial aumenta a pressão sobre infraestrutura, logística, energia, rodovias, ferrovias, saúde, educação, segurança e qualificação profissional. A expansão econômica também exige capacidade para escoar a produção e atender novos empreendimentos. Em 2025, além do recorde nas exportações, Três Lagoas manteve a liderança estadual nas vendas externas, enquanto Ribas do Rio Pardo avançou entre os principais municípios exportadores.

São questões que ultrapassam um mandato e que estarão no ambiente político dos próximos anos. É nesse ponto que a eleição deste domingo ganha dimensão para além da escolha do governador. Q

UEM VAI REPRESENTAR MS

O eleitor também escolherá 24 deputados estaduais, responsáveis pela composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Instalada junto com o novo Estado, a Assembleia teve sua primeira composição formada por 18 deputados constituintes, eleitos em 1978. Eles tomaram posse em 1º de janeiro de 1979 e participaram da elaboração da primeira Constituição de Mato Grosso do Sul.

Depois da promulgação da Carta, em junho daquele ano, a Assembleia Constituinte passou a exercer oficialmente o Poder Legislativo estadual. Hoje, a Assembleia é formada por 24 parlamentares, com mandato de quatro anos. Entre suas atribuições estão a elaboração e aprovação de leis estaduais, análise de vetos, discussão do orçamento e fiscalização dos atos do Poder Executivo.

A composição escolhida nas urnas, portanto, terá influência sobre as decisões que serão tomadas dentro do próprio Estado.

REPRESENTAÇÃO EM BRASÍLIA

Outra parte da escolha acontecerá longe de Campo Grande e dos municípios, para o Congresso Nacional. Mato Grosso do Sul elegerá oito deputados federais e dois senadores. A bancada federal participa das discussões e votações de projetos nacionais, do Orçamento da União e de decisões que podem afetar diretamente Estados e municípios.

Para um Estado cuja economia depende de produção agropecuária, indústria, exportações e infraestrutura, a representação federal tem relação com temas como rodovias, ferrovias, energia, saneamento, saúde, educação, segurança e investimentos públicos. Os deputados federais representam Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. Já os senadores representam o Estado no Senado, onde cada unidade da Federação possui três cadeiras, independentemente do tamanho da população. Nas eleições de 2026, duas dessas três vagas estarão em disputa.

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