Três peritos criminais e dois delegados de Polícia Civil serão ouvidos nesta terça-feira (11) na 2ª audiência sobre o caso do policial rodoviáriao federal, Ricardo Hyun Su Moon, 46 anos, acusado de matar o empresário Adriano Correio do Nascimento, 33, após briga de trânsito. Peritos e policiais prestarão depoimento na 1ª Vara do Tribunal do Júri por suspeita de fraude processual.

Na quarta-feira (12), será o interrogatório do policial e das testemunhas de defesa. Testemunhas de acusação já prestaram depoimento na quarta-feira passada.

Oitiva dos peritos e delegados foi determinada por suspeita de fraude processual depois que dois flambadores foram supostamente plantados na caminhonete da vítima após realização de perícia.

Perita criminal que elaborou laudo técnico no veículo procurou a Coordenadoria Geral de Perícias para informar que, nas vistorias complementares, realizadas nos dias 4 e 9 de janeiro, foram encontrados dois flambadores e dois vasilhames de bebidas alcoólicas no carro.

Ela ressaltou nas perícias realizadas nos dias 31 de dezembro e 2 de janeiro, objetos não foram constatados nem por ela, nem outro perito, agente de polícia e pelo delegado.

Nas vistorias complementares, caminhonete estava no pátio com todas as janelas abertas e portas destravadas, facilitando o acesso de outras pessoas que poderiam implantar os objetos no local na tentativa de fraudar a perícia.

CASO - O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no dia 31 de dezembro do ano passado, depois de discussão no trânsito. Adriano foi atingido por cinco disparos, segundo a perícia. Ele sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito.

O crime aconteceu enquanto vítima e dois familiares retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes.

A assessoria da PRF em Mato Grosso do Sul afirmou que, na versão do policial preso em flagrante, ele teria tentado abordar a caminhonete Toyota Hilux conduzida por Adriano Correia, que teria desobedecido e avançado com o veículo na direção do agente. Diante da ocorrência, o policial, que dirigia uma Mitsubishi Pajero, teria perseguido a vítima e efetuado os disparos em seguida.

Policial foi indiciado pela Polícia Civil por cometer crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por duas tentativas de homicídio.

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