Campo Grande está entre capitais menos endividadas do Brasil, aponta estudo
Estudo aponta avanço do crédito no orçamento doméstico e alerta para risco de deterioração financeira no País
| JOSé CâNDIDO / CAMPO GRANDE NEWS
Campo Grande aparece entre as capitais brasileiras com menor nível de endividamento do País, segundo levantamento da FecomercioSP. A pesquisa “Radiografia do Endividamento de 2026' mostra que 70% das famílias da Capital sul-mato-grossense têm algum tipo de dívida, índice abaixo da média nacional, que chegou a 80% dos lares brasileiros.
Ao lado de Belém (PA), Campo Grande ocupa uma das posições menos críticas do ranking nacional de endividamento entre capitais, ficando atrás apenas de cidades como Macapá (69%), São Paulo (69%) e Florianópolis (73%).
Apesar do cenário relativamente mais controlado em comparação a outras capitais, os dados revelam que sete em cada dez famílias campo-grandenses convivem atualmente com parcelas, financiamentos, cartões de crédito ou outras modalidades de débito no orçamento doméstico. O estudo aponta ainda que o avanço do crédito continua pressionando a renda das famílias brasileiras, mesmo em cidades com indicadores considerados mais equilibrados.
Enquanto Campo Grande aparece em situação menos preocupante, capitais como Belo Horizonte lideram o ranking da inadimplência no País. Na capital mineira, 65% das famílias começaram 2026 com contas atrasadas. Manaus (49%) e Fortaleza (48%) também aparecem entre os piores índices nacionais.
Na avaliação da FecomercioSP, o crescimento do número de famílias endividadas no Brasil acende um alerta para o sistema de crédito e para a capacidade de pagamento da população nos próximos anos. O estudo destaca que o País ganhou cerca de 1 milhão de novas famílias endividadas desde 2023, movimento impulsionado pelos juros elevados, inflação persistente e maior dependência do crédito para equilibrar as contas do mês.
A entidade também defende o fortalecimento de políticas de educação financeira para evitar agravamento da inadimplência e alerta que programas de renegociação, como o novo Desenrola Brasil, podem aliviar momentaneamente o problema, mas não resolvem o desequilíbrio estrutural do orçamento das famílias.
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